Notícias

Reforma tributária: a partir de 1º de outubro, a nota fiscal de serviço passa a trazer IBS e CBS

Reforma tributária: a partir de 1º de outubro, a nota fiscal de serviço passa a trazer IBS e CBS

Inserida em:

29/09/2026|

Por:

Logos Concursos


    Linha fina: Ato conjunto da Receita Federal e do Comitê Gestor do IBS torna obrigatórios os novos campos na NFS-e para a maior parte dos serviços sujeitos ao ISS. Entenda o que muda para as prefeituras, para o fisco municipal e para quem estuda para Auditor Fiscal.

    A reforma tributária do consumo chega nesta semana a um documento que todo prestador de serviço conhece: a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica, a NFS-e. A partir de 1º de outubro de 2026, a maior parte dos serviços sujeitos ao ISS passa a ter de informar, na nota, os campos do IBS e da CBS, os dois tributos criados pela reforma.

    A regra está no Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4, de 30 de julho de 2026, assinado pelo secretário especial da Receita Federal e pelo presidente do Comitê Gestor do IBS. Parece um detalhe técnico, mas é um passo concreto na troca do ISS municipal pelo novo imposto.

    Primeiro, o básico: o que são IBS e CBS

    A Emenda Constitucional 132/2023 reorganizou a tributação sobre o consumo no Brasil. Cinco tributos vão sair de cena aos poucos, e dois novos entram no lugar:

    • CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), federal, substitui PIS, Cofins e, em boa parte, o IPI.
    • IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), de estados e municípios, substitui o ICMS (estadual) e o ISS (municipal).

    Os dois foram instituídos pela Lei Complementar 214/2025. Já a Lei Complementar 227/2026, sancionada em 13 de janeiro, criou o Comitê Gestor do IBS, órgão nacional com representantes de estados e municípios. Segundo a Agência Senado, ele vai editar o regulamento único do imposto, coordenar a arrecadação, julgar processos administrativos e distribuir automaticamente o dinheiro entre os entes.

    O que muda na nota fiscal a partir de 1º de outubro

    Em 2026 a reforma está em fase de teste. As alíquotas simbólicas são de 0,9% de CBS e 0,1% de IBS. Segundo a Agência Brasil, esse valor não aumenta a carga: ele é compensado com o que a empresa já paga de PIS e Cofins. O objetivo é testar os sistemas antes da cobrança de verdade.

    Para que o teste funcione, as notas fiscais precisam trazer as informações dos novos tributos. O Ato Conjunto nº 4 escalonou essa obrigatoriedade:

    Data Quem passa a informar IBS e CBS
    3/8/2026 NF-e, NFC-e, CT-e e outros documentos, além da NFS-e Via
    1/10/2026 NFS-e da maior parte dos serviços da lista da LC 116/2003 (ISS)
    1/12/2026 NFS-e de plataformas digitais, bens imateriais, taxas condominiais, locações e alguns subitens específicos
    1/1/2027 Empresas do Simples Nacional

    O próprio ato avisa que as datas de publicação dos leiautes técnicos são uma expectativa e podem ter ajustes pontuais.

    Por que isso importa para as prefeituras

    A NFS-e é o principal instrumento de controle do ISS nas cidades. Quando ela passa a registrar também o IBS, a base de dados que hoje só serve à prefeitura começa a alimentar um sistema nacional. É o início prático da integração entre o fisco municipal, o Comitê Gestor e a Receita Federal.

    O calendário até o fim do ISS

    O ISS não acaba de uma vez. O cronograma está na própria EC 132 (artigos 128 e 129 do ADCT):

    • 2026: fase de teste, sem cobrança efetiva dos novos tributos.
    • 2027: começa a cobrança da CBS.
    • 2029 a 2032: o ISS e o ICMS são reduzidos aos poucos, para 90%, 80%, 70% e 60% das alíquotas atuais, enquanto o IBS cresce.
    • 2033: extinção total do ISS e do ICMS, segundo a Agência Câmara.

    Ou seja: por pelo menos seis anos, ISS e IBS vão conviver. As prefeituras continuam cobrando e fiscalizando o ISS até 2032, ao mesmo tempo em que passam a atuar no IBS.

     



O que isso significa para quem estuda para Auditor Fiscal

Quem se prepara para Auditor Fiscal municipal, como o de Juiz de Fora, às vezes ouve que "o ISS vai acabar, então a carreira vai acabar". O calendário oficial mostra o contrário. Três pontos ajudam a entender:

1. O ISS continua sendo matéria de prova

O ISS segue vigente até 2032. Lei Complementar 116/2003, lista de serviços, local de incidência, base de cálculo e retenção na fonte continuam no dia a dia da fiscalização. A própria regra de 1º de outubro usa a lista da LC 116 para definir quem entra primeiro. É conteúdo central, não conteúdo velho.

2. IBS, CBS e Comitê Gestor entram no radar

Como o IBS é de estados e municípios, o fisco municipal passa a trabalhar com ele de forma integrada, sob a coordenação do Comitê Gestor. Por isso vale dominar os pontos-chave da EC 132/2023, da LC 214/2025 e da LC 227/2026: quem cobra, quem fiscaliza, como o dinheiro é dividido e como fica o cronograma de transição. A cobrança exata em cada prova depende do edital.

3. Documentos fiscais eletrônicos ganham peso

A NFS-e com IBS e CBS é um exemplo de como a fiscalização vai ser cada vez mais baseada em dados. Entender o papel das notas eletrônicas, do cruzamento de informações e das obrigações acessórias ajuda na prova e, depois, no trabalho.

Resumo para o seu estudo: ISS em profundidade, reforma tributária nos pontos centrais e atenção às datas oficiais. Quem for aprovado(a) nos próximos concursos vai trabalhar justamente nessa transição, e a carreira segue atrativa, com remuneração inicial acima de R$ 22 mil no caso de Juiz de Fora.

Estude a transição com quem acompanha de perto

O Logos tem uma turma presencial de Auditor Fiscal de Juiz de Fora em andamento, com início imediato: você entra agora e já acompanha as aulas, com a reforma tributária já no conteúdo. Quanto antes começar, menos matéria fica para trás.

Quer conhecer antes de decidir? Venha para uma aula experimental sem custo. É só chamar no WhatsApp (32) 98819-3500.

Faculty

Johen Doe

Faculty

It is a long established fact that a reader will be distracted by the readable content of a page when looking at its layout. The point of using Lorem Ipsum is that it has a more-or-less normal distribution of letters.

Maical Doe

Co-Faculty

It is a long established fact that a reader will be distracted by the readable content of a page when looking at its layout. The point of using Lorem Ipsum is that it has a more-or-less normal distribution of letters.

Reviews

350
250
100
070
050

4.5

748 Rating

O que falam nossos alunos: